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segunda-feira, 4 de junho de 2012

MEDOS E FOBIAS

imagem: http://themainquest.blogspot.com.br/2012/03/como-introduzir-horrorterror-em.html


Maria da Glória Perez Delgado Sanches 

É permitida a reprodução, total ou parcial, desde que citadas fonte e autoria.



MEDO
O medo é uma emoção inerente ao ser humano, posto que, sem ele, não reagiríamos a situações de perigo. Defesa natural e necessária, é um alerta, ligado ao instinto de sobrevivência, definido pela sensação de que algo de ruim pode acontecer, seguido de manifestações físicas conseqüentes dessa impressão.
A sensação de medo está associada à amígdala, localizada no cérebro. Sem esta estrutura cerebral, responsável pelas emoções, inexistiria o alarme que nos impede de evitar o perigo e o indivíduo se exporia a situações às quais deveria evitar.


            imagem: http://www.fisfar.ufc.br/petmedicina/images/stories/amigdala.jpg

Medo, segundo os dicionaristas, é um estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaça, reais, hipotéticos ou imaginários.
A partir da identificação do sinal de perigo, há uma descarga de adrenalina em nosso corpo, com a conseqüente aceleração cardíaca. É possível que ocorram tremores, transpiração excessiva, taquicardia e maior ou menor percepção do que ocorre ao redor. No grau mais elevado de medo, chamado pavor, é possível que ocorram dificuldades respiratórias e palpitações, calafrios, náusea, tontura, calafrio, dor no peito, taquicardia, falta de ar, formigamento, tremores, alterações de consciência, vômitos e mesmo vertigens ou desmaios.
O problema, portanto, não está em sentir medo. Ao contrário: medo é uma forma de proteção, um instinto de segunda classe, reprimido socialmente – especialmente em relação aos homens -, mas vital para o ser humano, porque nos prepara para reações, como a fuga ou a luta, quando confrontados em situações críticas.
Segundo Freud, sempre haverá duas classes de instintos permanentemente em oposição: entre os instintos sexuais em oposição aos instintos do eu e entre os instintos de vida e os instintos de morte.
  
FOBIA
CONCEITO
A palavra fobia deriva do grego phobia, que significa medo intenso, ou irracional, aversão, hostilidade.  O termo fobia, pois, não pode ser traduzido literalmente por medo, haja vista que fobia é um termo amplo, pois envolve sensações outras como a hostilidade e a aversão.
Trata-se de um dos transtornos de ansiedade mais comuns e dos mais estudados distúrbios psicológicos. Fobia é um distúrbio emocional, não hereditário, caracterizado como o medo irracional, exagerado e persistente em relação a uma ameaça – objeto ou situação -, o que pode vir a comprometer as relações sociais e causar sofrimento àquele que manifesta a doença, tendo em vista que não há controle voluntário da sensação. Pode se manifestar em qualquer idade.
O fóbico tem consciência de que sua reação, física e emocional, é exagerada, mas não consegue evitar que os sintomas sejam desencadeados.

ORIGEM
Fobia é uma crise de pânico desencadeada em situações específicas, relacionadas com o psicológico, como o medo de água, de multidão, de falar em público ou o medo do escuro; com animais, como o medo específico de cães, gatos, cobras e aranhas, por exemplo; com superstições, como ocorre com a fobia da sexta-feira 13 ou relativa a determinados números; com condições fisiológicas, em virtude de uma maior sensibilidade desenvolvida pelo fóbico, como as fobias a cheiros, sons e luz ou, ainda, com preconceitos e discriminação, como é o caso da homofobia e da xenofobia.
Pode ter como causa o vivenciar de uma experiência traumática no passado ou por presenciada pelo fóbico. Pode ser igualmente originada a partir de uma fixação, trazida pelos costumes (como é a fobia aos fantasmas, ao bicho-papão), pelo medo relacionado ao futuro (tal assim a ciberfobia) ou por influências culturais (transmitidas pelos amigos, meios de comunicação).
Para muitos neurocientistas a causa das fobias estaria relacionada ao aumento do fluxo sanguíneo e maior metabolismo no lado direito do cérebro em pessoas fóbicas. A razão biológica como explicação para as fobias faz sentido, vez que a sensação do medo relaciona-se com a amígdala cerebral.

FOBIA X MANIA
Diferente da fobia, que é a perturbação que implica em um comportamento de aversão, no medo exagerado de alguma coisa, há o comportamento oposto, denominado mania, que é o costume obsessivo de se fazer alguma coisa.
Tanto as fobias como as manias são alterações de natureza comportamental, não implicando, pois, em distúrbios da personalidade.

TRATAMENTO
Para que o tratamento alcance êxito, os psicólogos devem se utilizar da dessenbilização sistemática para o tratamento das fobias. Primeiramente, com a construção de uma escala de medo, desde a ansiedade (o menor grau de medo) até o pavor (o mais alto grau de medo).
Em seguida, é preciso encorajar o paciente a enfrentar a situação, reaprendendo a lidar com ela. Dessa maneira, ocorre uma ressignificação para situações que antes gerariam a resposta de alerta.
O tratamento meramente interpretativo não apresenta ganho significativo de resultados, vez que é necessária a exposição do paciente, de forma gradual, àquela situação que desencadeia o medo excessivo, para que, desenvolvido o estímulo, possa o fóbico aprender a trabalhar o medo.
De toda forma, para que o tratamento obtenha sucesso é preciso avaliar o tipo de fobia, a tempo de evolução da doença, a forma de intervenção, a possibilidade de mudanças de hábito do paciente e o acompanhamento por profissional habilitado.

CLASSIFICAÇÃO
As fobias podem ser classificadas em três tipos básicos: a agorafobia, a fobia social e as fobias específicas.

AGORAFOBIA OU AGORAPHOBIA
É o medo desproporcional e irracional de situações em que é difícil escapar. Pode incluir áreas superlotadas, espaços abertos ou situações susceptíveis de suscitar um ataque de pânico. Os eventos são evitados até o ponto em que as pessoas que desenvolvem os sintomas deixam, simplesmente, de sair de casa. Aproximadamente um terço das pessoas com transtorno do pânico desenvolvem agorafobia.

FOBIA SOCIAL
A fobia social está relacionada com o medo do fóbico de enfrentar situações sociais e relacionamentos.

FOBIAS ESPECÍFICAS
As fobias específicas relacionam-se a situações especiais e determinadas, como a proximidade de animais (cobras, ratos, cães, gatos, aranhas, insetos), a ocorrência de fenômenos da natureza (trovões, vendavais), exposição a lugares específicos (elevador, avião, trem) ou a determinadas situações (doenças, dentistas, machucados, AIDS) e etc.
Quanto às espécies de fobias, são elas nomeadas a partir de um sufixo - que pode ter origem grega, latina ou ser, ainda, um neologismo -, e um sufixo, fobia. Todas estão relacionadas a uma aversão e medo irracional e mórbido, desproporcional e persistente.

UMA ÚLTIMA OBSERVAÇÃO
Existem listas que circulam indiscriminadamente na Internet, criadas a partir de fontes não confiáveis, em geral fruto do copiar e colar, prática conhecida como span de conteúdo e utilizada para atrair os sites de busca. 
Muitos sites pretensamente psiquiátricos parecem, à primeira vista, abranger um número extraordinário de fobias. No entanto, utilizam-se de um texto padrão, no qual adaptam nomes ao sufixo fobia, resultando, inúmeras vezes, em definições estapafúrdias, como o bizarro termo ANTROFOBIA, significando medo ou aversão às flores, quando o significado do termo grego “antron” e do latino “antrum” é “cavidade, espaço oco, caverna” e ANTROPOFOBIA, como o medo ou aversão mórbida, irracional e desproporcional aos relâmpagos, quando “antropo” não significa menos do que “homem”. Outra “pérola” é a definição de APEIROFOBIA, como medo ou aversão “aos apetrechos de lavoura, ou de quaisquer instrumentos de trabalhos, artes ou ofícios”. O que liga “apeiro” a instrumentos de trabalho? Nada. Isto porque o significado de “apeiro”, do grego ápeiros, infinito, vincula a fobia ao infinito. Portanto, APEIROFOBIA somente poderia designar o medo de infinito. Mais um exemplo pode ser citado em uma lista excepcionalmente divulgada, em que o significado de ATIQUIFOBIA relaciona a fobia a “decisão tomada por uma pessoa competente sobre um assunto controvertido”, sendo que a seguir, no mesmo rol, é definida a palavra ATYCHIFOBIA, de mesmo radical, como a fobia a “errar, transgredir ou sofrer acidentes”. O que tais alhos tem a ver com os bugalhos? Como explicar a falta de simples leitura, onde seria averiguada com facilidade a discrepância? Outro mau exemplo é BIOFHOBIA ou BIOFOBIA, traduzido como o medo desproporcional e irracional “à vida e ao convívio com o gênero humano”. Ainda que o sufixo “bio” remeta à vida, a dedução não foi feliz. Isto porque BIOPHOBIA ou BIOFOBIA e o medo ou aversão mórbida, irracional e desproporcional aos sistemas naturais.  A respeito, indiquei diversos e interessantes artigos na bibliografia deste trabalho. Mais outra definição estrambólica é a de EXOFOBIA. Ao que se sabe, o prefixo “exo”, originário do grego ékso, significa “fora”. Pois bem, em listas divulgadas, exofobia foi definida – e diversas vezes divulgada - como “o medo ou aversão mórbida, irracional e desproporcional ao sexo oposto”. Não faz o menor sentido, porque exophobia é uma rejeição do desconhecido, de coisas novas, complexas e diferentes, do estrangeiro, do intangível, de tudo o que se traduz em uma experiência fora da normalidade. É aplicada, de forma extensiva, aos imigrantes ou grupos de imigrantes. Em outra definição, tomou-se FILOFOBIA por “medo de cair”. Não é correta: filo, em grego, significa amor. Daí o termo FILOFOBIA poder ser traduzido como o medo do amor. A confusão talvez se deva a uma má tradução do termo “fall in love", do inglês, que significa se apaixonar. Há a definição de FONOFOBIA como sendo a “aversão ao móvel”. Da mesma forma não faz sentido. É sabido que fono relaciona-se com sons. Por extensão, a ruídos e vozes, mas jamais “ao móvel”. Outra “invenção” infeliz deu-se quanto ao significado de LYSSOFOBIA. A definição “o medo ou aversão mórbida, irracional e desproporcional a enojar-se” não tem qualquer embasamento, seja técnico, seja terminológico. LYSSOFOBIA é o medo ou aversão mórbida, irracional e desproporcional a ter um acesso de fúria. O termo lysso, em grego, significa uma desordem mental específica ou uma preocupação obsessiva com alguma coisa; loucura, obsessão ou desejo anormal para ou com algo ou alguém, também um entusiasmo excessivo ou predileção por alguma coisa. LYSSOFOBIA pode significar, pois, o medo da loucura ou o de sofrer um colapso nervoso. PNEUMATIFOBIA definiu-se como “o medo ou aversão mórbida, irracional e desproporcional ao álcool”, quando é, em verdade, “o medo ou aversão mórbida, irracional e desproporcional aos espíritos”.

Por esse motivo os verdadeiros especialistas tendem a evitar o sufixo fobia, utilizando-se, pois, de termos mais descritivos, como transtornos de ansiedade (que não se confundem com os transtornos de personalidade) e que os diferenciam daqueles que, não se aprofundando na matéria, limitam-se à simples cópia.
Ante um termo que não apresentasse respaldo lógico ou morfológico, descartei-o, entre tantos, vez que não encontra respaldo na literatura médica ou em sites confiáveis, mas apenas em dezenas de reproduções de uma lista de “fobias”, não confiável. Dispensei, de igual forma, aqueles termos reproduzidos de uma única lista, não corroborados pelos sites científicos. Exemplos são PARAKAVEDEKATRIAFOBIA, definido em um site brasileiro como a “fobia à sexta-feira treze” e PECCANSOFOBIA, PECCANTIAFOBIA e PECCATELAFOBIA, estes traduzidos pelo medo ou aversão mórbida, irracional e desproporcional “ao pecador ou ao que comete pecado”, PHILOOFOBIA, como o medo ou aversão mórbida, irracional e desproporcional da filosofia, entre tantos outros.
Tudo é válido para angariar visitas à página? Creio que não. É preferível checar, ao menos, os significados, pesquisar ramos afins ao ramo em que se trabalha ou estuda, ainda que a tarefa acarrete o gasto de um tempo que poderia ser destinado a outros afazeres. Por respeito àquele que lerá o texto, no futuro. Ou, quem sabe, pela satisfação de ter dado o seu melhor. De toda maneira, após pesquisar cada termo, segue nas demais postagens uma lista de fobias, que entendo, ao menos, razoável. 

CONCLUSÃO
Ao final do estudo é possível concluir que ninguém está imune às fobias. Ao contrário: convivemos com elas, pois fazem parte de nossas vidas. Assim, todos nós temos fobias, que se manifestam em determinadas situações.
O limite que separa a normalidade da patologia surge quando a fobia transforma-se em um limitador, uma barreira para a convivência social, o trabalho e o desenvolvimento pessoal.
Sempre será possível, quando a fobia torna-se crônica, vencê-la. Muitas vezes, o medo, mórbido, pode dissipar-se com o passar do tempo e a compreensão do próprio fóbico, mediante o enfrentamento da situação-gatilho; noutras, entretanto, será necessário o acompanhamento de um profissional especializado.

BIBLIOGRAFIA
Anotações das aulas do Professor Antonio Wagner Rosino, na cadeira de Medicina Legal, da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo
DOCTOR, Ronald M. Phobias, fears, anxieties. 2000. Fatos em Arquivo.
GOUVEIA, José P. Ansiedade social - da timidez a fobia social, QUARTETO EDITORA
LEVIS, D. The experimental and theoretical foundations of behaviour modification and therapy. 1990. New York: Plenum Press. 
WARD, Ivan. Fobia – conceitos da psicanálise. 2005. New York: Relume Dumará.
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http://glosarios.servidor-alicante.com/fobias/anginofobia
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http://www.wisegeek.com
NEVES, Aldina. Sentimento de abandono e rejeição materna dentro de um processo de
ludoterapia: estudo de um caso clínico. Monografia. 2006. Disponível em http://www.ipedapae.org.br/adm/site/arq_download/arq_11.pdf

As fobias específicas serão publicadas individualmente, com os comentários pertinentes.

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ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
A vida existe para ser vivida, não adiada.

Quem sou eu

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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Arquivo do blog

COMO NASCEU ESTE BLOG?

Cursei, de 2004 a 2008, a graduação em Direito na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC).

Registrava tudo o que os professores diziam – absolutamente tudo, incluindo piadas, indicações de livros e comentários (bons ou maus). Por essa razão, eram as anotações bastante procuradas.

Entretanto (e sempre existe um entretanto), escrevia no verso de folhas de rascunho, soltas e numeradas no canto superior direito, sem pautas, com abreviações terríveis e garranchos horrorosos que não consigo entender até hoje como pudessem ser decifradas senão por mim.

Para me organizar, digitava os apontamentos no dia seguinte, em um português sofrível –deveria inscrever sic, sic, sic, a cada meia página, porque os erros falados eram reproduzidos, quando não observados na oportunidade em que passava a limpo as matérias -, em virtude da falta de tempo, dado que cumulei o curso com o trabalho e, nos últimos anos, também estagiei.

Em julho de 2007 iniciei minhas postagens, a princípio no blog tudodireito. A transcrição de todas as matérias, postadas em um mesmo espaço, dificultava, sobremaneira, o acompanhamento das aulas.

Assim, criei, ao sabor do vento, mais e mais blogs: Anotações – Direito Administrativo, Pesquisas – Direito Administrativo; Anotações – Direito Constitucional I e II, Pesquisas – Direito Constitucional, Gramática e Questões Vernáculas e por aí vai, segundo as matérias da grade curricular (podem ser acompanhados no meu perfil completo).

Em novembro de 2007 iniciei a postagem de poemas, crônicas e artigos jurídicos noRecanto das Letras. Seguiram-se artigos jurídicos publicados noJurisway, no Jus Navigandi e mais poesias, na Sociedade dos Poetas Advogados.

Tomei gosto pela coisa e publiquei cursos e palestras a que assistia. Todos estão publicados, também, neste espaço.

Chegaram cartas (pelo correio) e postagens, em avalanche, com perguntas e agradecimentos. Meu mundo crescia, na medida em que passava a travar amizade com alunos de outras faculdades, advogados e escritores, do Brasil, da América e de além-mar.

Graças aos apontamentos, conseguia ultrapassar com facilidade, todos os anos, as médias exigidas para não me submeter aos exames finais. Não é coisa fácil, vez que a exigência para a aprovação antecipada é a média sete.

Bem, muitos daqueles que acompanharam os blogs também se salvaram dos exames e, assim como eu, passaram de primeira no temível exame da OAB, o primeiro de 2009 (mais espinhoso do que o exame atual). Tão mal-afamada prova revelou-se fácil, pois passei – assim como muitos colegas e amigos – com nota acima da necessária (além de sete, a mesma exigida pela faculdade para que nos eximíssemos dos exames finais) tanto na primeira fase como na segunda fases.

O mérito por cada vitória, por evidente, não é meu ou dos blogs: cada um é responsável por suas conquistas e a faculdade é de primeira linha, excelente. Todavia, fico feliz por ajudar e a felicidade é maior quando percebo que amigos tão caros estão presentes, são agradecidos (Lucia Helena Aparecida Rissi (minha sempre e querida amiga, a primeira da fila), João Mariano do Prado Filho e Silas Mariano dos Santos (adoráveis amigos guardados no coração), Renata Langone Marques (companheira, parceira de crônicas), Vinicius D´Agostini Y Pablos (rapaz de ouro, educado, gentil, amigo, inteligente, generoso: um cavalheiro), Sergio Tellini (presente, hábil, prático, inteligente), José Aparecido de Almeida (prezado por toda a turma, uma figura), entre tantos amigos inesquecíveis. Muitos deles contribuíram para as postagens, inclusive com narrativas para novas crônicas, publicadas no Recanto das Letras ou aqui, em“Causos”: colegas, amigos, professores, estagiando no Poupatempo, servindo no Judiciário.

Também me impulsionaram os professores, seja quando se descobriam em alguma postagem, com comentários abonadores, seja pela curiosidade de saber como suas aulas seriam traduzidas (naturalmente os comentários jocosos não estão incluídos nas anotações de sala de aula, pois foram ou descartados ou apartados para a publicação em crônicas).

O bonde anda: esta é muito velha. A fila anda cai melhor. Estudos e cursos vão passando. Ficaram lá atrás as aulas de Contabilidade, Economia e Arquitetura. Vieram, desta feita, os cursos de pós do professor Damásio e da Gama Filho, ainda mais palestras e cursos de curta duração, que ao todo somam algumas centenas, sempre atualizados, além da participação no Fórum, do Jus Navigandi.

O material é tanto e o tempo, tão pouco. Multiplico o tempo disponível para tornar possível o que seria quase impossível. Por gosto, para ajudar novos colegas, sejam estudantes de Direito, sejam advogados ou a quem mais servir.

Esteja servido, pois: comente, critique, pergunte. Será sempre bem-vindo.

Maria da Glória Perez Delgado Sanches