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terça-feira, 12 de agosto de 2008

RIGIDEZ

RIGIDEZ

Ordem de rigidez: de cima para baixo, desaparecendo na mesma ordem.
É o processo observado após a segunda hora de óbito.
Ordem de rigidez:
- músculos da mímica facial;
- região cervical (pescoço);
- tronco;
- membros superiores;
- membros inferiores.
Ao redor do 18ª a 24ª horas, começam a desaparecer, na mesma ordem.

REFLEXO

REFLEXO
Conjunto de reações que autorizam a defesa

REFLEXO PUPILAR
Dilatação da pupila e imobilidade à luz.

Após os sinais imediatos, seguem os consecutivos:
Perda de temperatura, de 0,5 a 1,0 grau por hora.
O cadáver estará à temperatura ambiente, e a temperatura dele será medida pela cavidade anal.

MORTE SUSPEITA

É a que ocorre sem que haja elementos médicos para justificá-la. O corpo deverá ser encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
Não se associa à penalização.

SINAIS ABIÓTICOS

IMEDIATOS
- perda de reflexos
- parada cárdio-respiratória
- imobilidade

CONSECUTIVOS
- perda de temperatura
- rigidez cadavérica
- livores (hipóstase) – mudança de posição

sábado, 9 de agosto de 2008

TANATOLOGIA

Tanatologia é o estudo da morte.
Tanatos é o Deus grego da morte, a personificação da morte.

INTERESSE JURÍDICO
A tanatologia tem interesse para o direito das sucessões, o direito penal, o direito civil, etc. E porque todos temos, afinal, um encontro marcado com a morte.

A expectativa de vida, para efeitos de indenização, era de 67,5 anos. Hoje, está caminhando para 71 anos, repercutindo nas aposentadorias e no caixa do INSS.

No antigo império romano, a expectativa de vida era de 45 anos.

A expectativa de vida é marcada pelo fenômeno morte. A morte é a cessação da vida.

O evento morte é um evento único, imediato, ou um processo?
É um processo.

Nós usamos dois MOMENTOS importantes para definir a morte.

1. A PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA IRREVERSÍVEL
A parada cárdio-respiratória irreversível presta-se a preencher o atestado de óbito.
Temos que colocar de 3 a 4 eventos, que levam a essa parada respiratória irreversível. É a MORTE CLÍNICA. A seqüência é necessária e muito importante. Tanto para promover a ação quanto para não promovê-la.
Morreu de parada cardíaca e o pulmão deixou de funcionar. Decorrente de quê?
Apesar da morte clínica, a córnea continua viva. Tanto que seis horas depois é possível tirá-la para transplante. Os ossos suportam até 12 horas.

2. MORTE CEREBRAL OU MORTE ENCEFÁLICA
Pode vir junto com a parada respiratória ou antecedê-la. É a MORTE ENCEFÁLICA ou MORTE CEREBRAL.
O coração bate, os pulmões se enchem de ar, mas não há mais vida.
A lei nos permite o amparo legal para o transplante.

Qual país não aceita esse paradigma? O Japão. Mas está em vias de aceitá-lo.

O conceito de vida, para a ciência, há aproximadamente 10 anos, é o da MORTE CEREBRAL OU MORTE ENCEFÁLICA.


QUEDA DE PRÓPRIA ALTURA
É o “tombo”, a queda no chão. Uma das causas seriam buracos nas ruas, tropeços, tapetes pequenos em pisos encerados. A conseqüência desse tipo de queda pode ser desde “galos” e escoriações até a morte por traumatismo.

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
A vida existe para ser vivida, não adiada.

Quem sou eu

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

COMO NASCEU ESTE BLOG?

Cursei, de 2004 a 2008, a graduação em Direito na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC).

Registrava tudo o que os professores diziam – absolutamente tudo, incluindo piadas, indicações de livros e comentários (bons ou maus). Por essa razão, eram as anotações bastante procuradas.

Entretanto (e sempre existe um entretanto), escrevia no verso de folhas de rascunho, soltas e numeradas no canto superior direito, sem pautas, com abreviações terríveis e garranchos horrorosos que não consigo entender até hoje como pudessem ser decifradas senão por mim.

Para me organizar, digitava os apontamentos no dia seguinte, em um português sofrível –deveria inscrever sic, sic, sic, a cada meia página, porque os erros falados eram reproduzidos, quando não observados na oportunidade em que passava a limpo as matérias -, em virtude da falta de tempo, dado que cumulei o curso com o trabalho e, nos últimos anos, também estagiei.

Em julho de 2007 iniciei minhas postagens, a princípio no blog tudodireito. A transcrição de todas as matérias, postadas em um mesmo espaço, dificultava, sobremaneira, o acompanhamento das aulas.

Assim, criei, ao sabor do vento, mais e mais blogs: Anotações – Direito Administrativo, Pesquisas – Direito Administrativo; Anotações – Direito Constitucional I e II, Pesquisas – Direito Constitucional, Gramática e Questões Vernáculas e por aí vai, segundo as matérias da grade curricular (podem ser acompanhados no meu perfil completo).

Em novembro de 2007 iniciei a postagem de poemas, crônicas e artigos jurídicos noRecanto das Letras. Seguiram-se artigos jurídicos publicados noJurisway, no Jus Navigandi e mais poesias, na Sociedade dos Poetas Advogados.

Tomei gosto pela coisa e publiquei cursos e palestras a que assistia. Todos estão publicados, também, neste espaço.

Chegaram cartas (pelo correio) e postagens, em avalanche, com perguntas e agradecimentos. Meu mundo crescia, na medida em que passava a travar amizade com alunos de outras faculdades, advogados e escritores, do Brasil, da América e de além-mar.

Graças aos apontamentos, conseguia ultrapassar com facilidade, todos os anos, as médias exigidas para não me submeter aos exames finais. Não é coisa fácil, vez que a exigência para a aprovação antecipada é a média sete.

Bem, muitos daqueles que acompanharam os blogs também se salvaram dos exames e, assim como eu, passaram de primeira no temível exame da OAB, o primeiro de 2009 (mais espinhoso do que o exame atual). Tão mal-afamada prova revelou-se fácil, pois passei – assim como muitos colegas e amigos – com nota acima da necessária (além de sete, a mesma exigida pela faculdade para que nos eximíssemos dos exames finais) tanto na primeira fase como na segunda fases.

O mérito por cada vitória, por evidente, não é meu ou dos blogs: cada um é responsável por suas conquistas e a faculdade é de primeira linha, excelente. Todavia, fico feliz por ajudar e a felicidade é maior quando percebo que amigos tão caros estão presentes, são agradecidos (Lucia Helena Aparecida Rissi (minha sempre e querida amiga, a primeira da fila), João Mariano do Prado Filho e Silas Mariano dos Santos (adoráveis amigos guardados no coração), Renata Langone Marques (companheira, parceira de crônicas), Vinicius D´Agostini Y Pablos (rapaz de ouro, educado, gentil, amigo, inteligente, generoso: um cavalheiro), Sergio Tellini (presente, hábil, prático, inteligente), José Aparecido de Almeida (prezado por toda a turma, uma figura), entre tantos amigos inesquecíveis. Muitos deles contribuíram para as postagens, inclusive com narrativas para novas crônicas, publicadas no Recanto das Letras ou aqui, em“Causos”: colegas, amigos, professores, estagiando no Poupatempo, servindo no Judiciário.

Também me impulsionaram os professores, seja quando se descobriam em alguma postagem, com comentários abonadores, seja pela curiosidade de saber como suas aulas seriam traduzidas (naturalmente os comentários jocosos não estão incluídos nas anotações de sala de aula, pois foram ou descartados ou apartados para a publicação em crônicas).

O bonde anda: esta é muito velha. A fila anda cai melhor. Estudos e cursos vão passando. Ficaram lá atrás as aulas de Contabilidade, Economia e Arquitetura. Vieram, desta feita, os cursos de pós do professor Damásio e da Gama Filho, ainda mais palestras e cursos de curta duração, que ao todo somam algumas centenas, sempre atualizados, além da participação no Fórum, do Jus Navigandi.

O material é tanto e o tempo, tão pouco. Multiplico o tempo disponível para tornar possível o que seria quase impossível. Por gosto, para ajudar novos colegas, sejam estudantes de Direito, sejam advogados ou a quem mais servir.

Esteja servido, pois: comente, critique, pergunte. Será sempre bem-vindo.

Maria da Glória Perez Delgado Sanches