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sexta-feira, 13 de junho de 2008

BALÍSTICA: COMO FUNCIONA?

O formato é semelhante a um foguete.
Na base, temos o chamado ESTOJO.
Dentro do estojo, coloca-se uma mistura com diversos ingredientes, inclusive pólvora.
Na parte inferior do estojo, no centro do círculo, temos um ponto denominado ESPOLETA.
A caixa é fechada com uma peça de chumbo (pb) chamada PROJÉTIL.
No primeiro momento, a velocidade do projétil é zero.

Estojo

Espoleta
Projétil (teto removível)


O MECANISMO
Bato na espoleta. Vai queimar. Produz gases em todos os sentidos. Como o projétil está na parte mais fraca, é impulsionado para a frente.


CONJUNTO Ω
- partículas de pólvora
- fogo
- gás
Que também vão sair pela frente.


RANHURAS
A parte interna do cano da arma apresenta uma série de estrias. Quando o projétil faz o movimento de trás para a frente, gira ao redor do próprio eixo, em movimento circular, como se fosse uma furadeira.
O movimento circular faz com que o projétil entre com maior pressão no organismo.
No movimento, em contato com o cano da arma, o projétil acaba por apresentar ranhuras características.
Tomo a bala que saiu da vítima. Atiro com a arma suspeita.
Se as ranhuras coincidirem, a bala que atingiu a vítima saiu da arma examinada.


ORIFÍCIO DE ENTRADA + TRAJETO + ORIFÍCIO DE SAÍDA
Se o orifício for circular, o tiro foi dado a 90º.
Se o orifício formar uma elipse, o tiro foi dado em ângulo diferente.


QUAL A SENSAÇÃO DA PESSOA AO LEVAR UM TIRO?
É como uma queimadura de cigarro.
É uma sensação rápida.
A temperatura vai ao redor de 1.000 graus. Portanto, todo tiro é estéril.


DISTÂNCIA

O tiro pode ser :
- à distância;
- à queima roupa
- encostado


Examino o corpo da vítima e não encontro vestígio do CONJUNTO Ω. Encontro uma ORLA DE ESCORIAÇÃO.

ORLA DE ESCORIAÇÃO
Imaginemos o círculo (ou a elipse).
Só tenho os efeitos do projétil, não os da contusão.
Ao redor dele encontraremos (somente no orifício de entrada):
- orla de enxugo
- orla de contusão

ORLA DE ENXUGO
Se houver sujeira na bala, fica aí.

ORLA DE CONTUSÃO

Qual a distância? Depende da arma. Guardar um valor: qualquer coisa acima de 40 centímetros. Acima disso chamamos de tiro à distância.
Como cai na prova?
0,4m ou 400mm.


TIRO À QUEIMA-ROUPA
Encontro vestígios do CONJUNTO Ω, que é o resultado da explosão, além das ORLAS DE ESCORIAÇÃO.
Os efeitos do projétil são somados aos da explosão. Neste caso a arma está numa distância máxima de 40cm. do corpo da vítima. Na entrada do orifício causado pelo projétil serão observadas zonas causadas pela explosão.

Os efeitos da explosão, também chamados de zona são os seguintes :
1) Zona de tatuagem verdadeira
2) Zona de tatuagem falsa (esfumaçamento)
3) Zona de queimadura
4) Zona de depressão

Não são todos os tipos de zona encontradas. Poderá ocorrer apenas uma delas.


ZONA DE TATUAGEM VERDADEIRA
A tatuagem verdadeira é chamada assim porque não sai quando em contato com a água. É resultante dos corpúsculos de pólvora que não foram queimados e são jogados contra o corpo da vítima, formando pontos pretos.

ZONA DE TATUAGEM FALSA
Da mesma forma encontra-se fuligem : a tatuagem de pólvora que causa um esfumaçamento no local.

ZONA DE QUEIMADURA
Na explosão pode haver um lampejo de fogo que sai do cano e queima a pessoa = zona de queimadura.

ZONA DE DEPRESSÃO
A zona de depressão é mais difícil de ser encontrada. É decorrente de um jato de gás sob alta pressão, que causa depressão na pele.

O tiro à queima roupa é disparado a menos de 40 centímetros da vítima, mas não está o cano da arma encostado na pessoa. Nesse pequeno intervalo entre o cano e a pessoa, podem ser encontradas essas zonas.




TIRO ENCOSTADO
Nesta modalidade a extremidade do cano deve estar encostada na pessoa.
O orifício de entrada do projétil terá a incidência também dos gases da explosão. A parede do orifício não tem a mesma resistência da parede do cano da arma. Ocorrerá uma expansão violenta dos gases e as paredes do orifício ficarão dilaceradas a ponto de não se poder identificar nem orlas nem zonas. Esse efeito é chamado EFEITO MINA (blow up).
O efeito mina não possibilita identificar o que é orla e o que é zona.


Teste de parafina ou residuográfico
É teste ainda muito usado. Quando o indivíduo empunha a arma para atirar, parte da fuligem cai na mão da pessoa, ficando depositada. Pode-se fazer esse teste recolhendo os restos dessa fuligem e analisando-a no microscópio. Porém, se a pessoa lavar bem as mãos não restará nenhum vestígio. Os criminosos costumam urinar sobre a mão, retirando os vestígios de pólvora.



TIRO À DISTÂNCIA
Quando o tiro for disparado havendo uma distância de 40 centímetros ou mais entre a extremidade do cano e o corpo da pessoa a ser alvejada.
No tiro à distância somente o projétil atinge o corpo; não havendo vestígios do CONJUNTO Ω.
O efeito do projétil sobre o corpo será o seguinte :
Ao ser atingido pelo projétil (que vem girando em seu próprio eixo adquirindo cada vez mais velocidade), o corpo se flete, abrandando o impacto.
O projétil, ao perfurar o corpo, forma uma 1ª orla, chamada orla de contusão ou escoriação. A epiderme é arrancada. A derme fica com micro pontos hemorrágicos.
Uma segunda orla será formada : orla de enxugo. O projétil, ao girar em torno do próprio eixo limpa toda a sujeira do entorno do projétil, esterilizando-o.


O indivíduo é encontrado morto.
Apresenta ferimento de projétil de arma de fogo encostada na região frontal (ferimento fatal).
Apresenta também, no antebraço direito um ferimento causado por projétil, classificado como à distância (visualizadas apenas orlas). A pessoa que atirou contra esta vítima alega legítima defesa. Isso é possível? Não.
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ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
A vida existe para ser vivida, não adiada.

Quem sou eu

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

COMO NASCEU ESTE BLOG?

Cursei, de 2004 a 2008, a graduação em Direito na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC).

Registrava tudo o que os professores diziam – absolutamente tudo, incluindo piadas, indicações de livros e comentários (bons ou maus). Por essa razão, eram as anotações bastante procuradas.

Entretanto (e sempre existe um entretanto), escrevia no verso de folhas de rascunho, soltas e numeradas no canto superior direito, sem pautas, com abreviações terríveis e garranchos horrorosos que não consigo entender até hoje como pudessem ser decifradas senão por mim.

Para me organizar, digitava os apontamentos no dia seguinte, em um português sofrível –deveria inscrever sic, sic, sic, a cada meia página, porque os erros falados eram reproduzidos, quando não observados na oportunidade em que passava a limpo as matérias -, em virtude da falta de tempo, dado que cumulei o curso com o trabalho e, nos últimos anos, também estagiei.

Em julho de 2007 iniciei minhas postagens, a princípio no blog tudodireito. A transcrição de todas as matérias, postadas em um mesmo espaço, dificultava, sobremaneira, o acompanhamento das aulas.

Assim, criei, ao sabor do vento, mais e mais blogs: Anotações – Direito Administrativo, Pesquisas – Direito Administrativo; Anotações – Direito Constitucional I e II, Pesquisas – Direito Constitucional, Gramática e Questões Vernáculas e por aí vai, segundo as matérias da grade curricular (podem ser acompanhados no meu perfil completo).

Em novembro de 2007 iniciei a postagem de poemas, crônicas e artigos jurídicos noRecanto das Letras. Seguiram-se artigos jurídicos publicados noJurisway, no Jus Navigandi e mais poesias, na Sociedade dos Poetas Advogados.

Tomei gosto pela coisa e publiquei cursos e palestras a que assistia. Todos estão publicados, também, neste espaço.

Chegaram cartas (pelo correio) e postagens, em avalanche, com perguntas e agradecimentos. Meu mundo crescia, na medida em que passava a travar amizade com alunos de outras faculdades, advogados e escritores, do Brasil, da América e de além-mar.

Graças aos apontamentos, conseguia ultrapassar com facilidade, todos os anos, as médias exigidas para não me submeter aos exames finais. Não é coisa fácil, vez que a exigência para a aprovação antecipada é a média sete.

Bem, muitos daqueles que acompanharam os blogs também se salvaram dos exames e, assim como eu, passaram de primeira no temível exame da OAB, o primeiro de 2009 (mais espinhoso do que o exame atual). Tão mal-afamada prova revelou-se fácil, pois passei – assim como muitos colegas e amigos – com nota acima da necessária (além de sete, a mesma exigida pela faculdade para que nos eximíssemos dos exames finais) tanto na primeira fase como na segunda fases.

O mérito por cada vitória, por evidente, não é meu ou dos blogs: cada um é responsável por suas conquistas e a faculdade é de primeira linha, excelente. Todavia, fico feliz por ajudar e a felicidade é maior quando percebo que amigos tão caros estão presentes, são agradecidos (Lucia Helena Aparecida Rissi (minha sempre e querida amiga, a primeira da fila), João Mariano do Prado Filho e Silas Mariano dos Santos (adoráveis amigos guardados no coração), Renata Langone Marques (companheira, parceira de crônicas), Vinicius D´Agostini Y Pablos (rapaz de ouro, educado, gentil, amigo, inteligente, generoso: um cavalheiro), Sergio Tellini (presente, hábil, prático, inteligente), José Aparecido de Almeida (prezado por toda a turma, uma figura), entre tantos amigos inesquecíveis. Muitos deles contribuíram para as postagens, inclusive com narrativas para novas crônicas, publicadas no Recanto das Letras ou aqui, em“Causos”: colegas, amigos, professores, estagiando no Poupatempo, servindo no Judiciário.

Também me impulsionaram os professores, seja quando se descobriam em alguma postagem, com comentários abonadores, seja pela curiosidade de saber como suas aulas seriam traduzidas (naturalmente os comentários jocosos não estão incluídos nas anotações de sala de aula, pois foram ou descartados ou apartados para a publicação em crônicas).

O bonde anda: esta é muito velha. A fila anda cai melhor. Estudos e cursos vão passando. Ficaram lá atrás as aulas de Contabilidade, Economia e Arquitetura. Vieram, desta feita, os cursos de pós do professor Damásio e da Gama Filho, ainda mais palestras e cursos de curta duração, que ao todo somam algumas centenas, sempre atualizados, além da participação no Fórum, do Jus Navigandi.

O material é tanto e o tempo, tão pouco. Multiplico o tempo disponível para tornar possível o que seria quase impossível. Por gosto, para ajudar novos colegas, sejam estudantes de Direito, sejam advogados ou a quem mais servir.

Esteja servido, pois: comente, critique, pergunte. Será sempre bem-vindo.

Maria da Glória Perez Delgado Sanches