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terça-feira, 17 de junho de 2008

ASFIXIOLOGIA

ASFIXIOLOGIA


1.
SUFOCAÇÃO DIRETA
SUFOCAÇÃO INDIRETA

2.
CONSTRIÇÃO PESCOÇO
- esganadura
- enforcamento
- estrangulamento

3.
SUBSTITUIÇÃO DO OXIGÊNIO
- confinamento
- afogamento
- soterramento

Cogumelo de espuma


SUFOCAÇÃO
É a falta de capacidade respiratória.

SUFOCAÇÃO DIRETA
É o impedimento de entrada do ar que respira, quando tapa o nariz e a boca.
A mãe tapa o nariz e a boca da criança, para não chorar. Não vai chorar nunca mais.
Ou quando coloca a criança entre os pais par dormir.
Está tão quietinho!
E vai continuar.


PROVA CUMULATIVA



Conceito: Impedimento de processo respiratório.

SUFOCAÇÃO
• direta – obstrução de narinas e boca
• indireta – impedimento da expansão toráxica

OBSTRUÇÃO: Do pescoço ou cervical
• enforcamento – corda tencionada com o próprio peso do corpo
• estrangulamento – corda tencionada com força aplicada por terceiro
• esganadura – tensão com as mãos

AFOGAMENTO
• afogamento - substituição do ar por água, formando o cogumelo de espuma (bolhas que saem pelas narinas e boca)
• confinamento – substituição do ar outro gás nocivo
• soterramento – substituição do ar por sólido


SUFOCAÇÃO DIRETA
É o impedimento da entrada de ar pela narina e pela boca.
A constricção do ar que se respira ao nível do pescoço ou região cervical (o pescoço).
- Acidental – dormir com os pais, moeda
- Homicídio - travesseiro



- esganadura – com as mãos
- enforcamento – com o peso do próprio corpo
- estrangulamento – com a força de outro corpo

ESGANADURA
Impede a passagem do ar pela força das mãos. Em arte marcial, ainda que não seja pela força das mãos, também é considerado esganadura (com os pés, com uma chave de braço, por exemplo).

ENFORCAMENTO E ESTRANGULAMENTO
Faço a mesma constricção, mas por uma fita ou uma corda no pescoço da pessoa.
Se o peso da própria pessoa causar a tensão, é o caso de ENFORCAMENTO.
Estrangulamento é a mesma coisa, mas o que causa a força, a tensão, é outra pessoa.

OSSO HIÓIDE
Na esganadura na precisa ter fratura nesse osso nem na vértebra cervical.

GARROTE
Usado em pena de morte, por estrangulamento.


SUFOCAÇÃO INDIRETA
Ocorre quando há um impedimento da expansão toráxica. Por exemplo, colocando um peso no tórax. É o caso do muro que cai sobre alguém. A mídia coloca a coisa de forma errada. Não morre por desabamento, mas por sufocação.


Por que o cachorro não morre quando atirado à água? Porque não tem medo da morte.
Assim, também, o urso e outros animais.

Antes de mergulhar, deixar de molho os pés, para evitar choque térmico.
Também molhar a testa, pulsos, etc.
Nunca mergulhar em lugar que não conheça.


Quando o ar é substituído por outras substâncias.


AFOGAMENTO
Quando o ar é substituído por líquido.
Existem duas hipóteses:
- água doce
- água salgada
Na morte por afogamento em água salgada demora um pouco mais para morrer (uns 30 segundos).
Qual o mecanismo da morte?
A água entra nos alvéolos e daí para o sangue, diluindo o sangue. Como a água salgada é mais semelhante ao plasma, a morte é mais lenta.

O indivíduo que morre por afogamento pode apresentar:
COGUMELO DE ESPUMA
Temos uma camada de proteína. Se a água entrar em contato com essa proteína, pode sair, pela boca e pelo nariz, uma espuma.


SOTERRAMENTO
Costuma-se ver em acidente de trabalho. É a substituição do ar que se respira por elementos sólidos. Por exemplo, quando cai em um silo de farinha.


CONFINAMENTO
É a substituição do ar que respiramos por um outro ar, venenoso.
Alguns usam isso como suicídio – escapamento de carro.
Também pode ocorrer quando algumas pessoas são fechadas em um cubículo.
Ou, ainda, com o gás de rua. É muito usado para aquecedores. Se apagar a chama, vazará o gás.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

GENÉTICA: clonagem e camadas germinativas

*************************


CROMOSSOMA OU CROMOSSOMO

SSOMA = CORPO
cromossomo
cro.mos.so.mo
sm (cromo2+somo) Biol Cada um dos corpúsculos cromatínicos, mais ou menos semelhantes a um bastonete, de cor escura, que aparecem no núcleo de uma célula na época de sua divisão, particularmente na mitose. São considerados a sede dos genes, e seu número, em qualquer espécie, é comumente constante. C. acessório: cromossomo sexual, especialmente um cromossomo X que é solitário, sem par, em um dos sexos. C. sexual: cromossomo transmitido de modo diferente nos dois sexos, que determina o sexo, ou é considerado determinante direto dele e de caracteres a ele ligados e por ele limitados. C. X: cromossomo sexual portador de fatores de feminilidade. Ocorre comumente aos pares em cada zigoto e célula femininos e solitário em cada zigoto e célula masculinos. C. Y: cromossomo sexual que ocorre comumente apenas no zigoto e célula masculinos. A ele se atribuía outrora a transmissão de fatores de masculinidade, mas agora supostos presentes nos autossomos.
fonte: Michaelis

DNA = ácido desoxi-ribonucléico

Cada cromossoma imagina-se como um agrupamento, como um drops.

3x10(à nona potência)
Foi mapeado todo o genoma.
Temos o fenótipo, que é a forma de exteriorização do genótipo, o código genético.
Cada cromossoma é formado por milhares de gens.
Temos 44 AUTOSSOMAS e 2 chamados CROMOSSOMOS SEXUAIS.

UMA VISÃO HOLÍSTICA:
Cada célula do corpo, exceto os gametas, têm uma estrutura n.
Os gametas têm uma estrutura 2n.
Por isso, a partir de uma célula do fio do cabelo ou da bochecha é possível reproduzir cada um de nós.



CLONAGEM
Um espermatozóide encontra um óvulo.

ELE
O espermatozóide
N = 22 + x/y

ELA
O óvulo
N = 22 + x

Quando se encontram, dão origem a um ovo = 2n.
Nesse momento, tiro o núcleo e coloco o núcleo de uma célula, por exemplo, da bochecha.
Dou um choque elétrico.
Com o núcleo de uma célula da idade adulta, o filhote apresenta as doenças da idade adulta: artrose e diabetes, por exemplo, que são doenças programadas. Isso já é passado.
A ciência está tão avançada que já pode controlar.
Se faço isso com:
- ovelha,
- macaco,
- cachorro,
faço com o ser humano.
A ética da ciência é outra. A ciência, por si, se alimenta.

A célula tronco vem nesse pacote de pesquisas.
A célula começa a se dividir e a se multiplicar.

CAMADAS GERMINATIVAS DO EMBRIÃO
ENDODERMA – órgãos internos do tronco, pulmões e órgãos abdominais
MESODERMA – músculos e ossos
ENDODERMA – pele, órgãos sensoriais e sistema nervoso



Morfologia Dinâmica
As três camadas embrionárias (endoderma, mesoderma e ectoderma) se diferenciam e formam, respectivamente, as três regiões principais do corpo: abdômen, coluna e cabeça.
Os órgãos internos do tronco, pulmões e órgãos abdominais podem ser considerados o principal reservatório de energia da ENDODERMA.
O centro organizacional dos principais músculos e da estrutura óssea do esqueleto é a coluna, com suas extensões nos braços, pernas e cabeça. A coluna e estes membros são os principais órgãos executivos da MESODERMA.
Os principais órgãos ECTODÉRMICOS com exceção da pele estão concentrados na cabeça: olhos, ouvidos, nariz, língua, cérebro.

1.1 As camadas germinativas do embrião
No centro do corpo há o tubo GASTROINTESTINAL, formado a partir da ENDODERMA. Embriologicamente, os pulmões são derivação germinativa desse tubo. As FUNÇÕES RESPIRATÓRIAS e de sentimento podem ser consideradas como as atividades mais centrais e internalizadas do corpo. É por meio desses sistemas de órgãos que o corpo gera energia para manter-se vivo. Em terapia se quisermos que uma pessoa se torne mais "centrada", nós lhe pedimos que se deite e se conscientize da sua respiração e dos movimentos peristálticos de suas vísceras.

A SEGUNDA CAMADA GERMINATIVA do corpo é formada à partir da MESODERMA. O sistema CARDIOVASCULAR e os sistemas ESQUELETO-MUSCULAR são derivados dessa camada. Ela é responsável pelos níveis de pressão dos fluidos no corpo, e pelo grau de tensão e relaxamento muscular. O coração bombeia sangue através do corpo para carregá-lo de energia disponível para a ação. Os músculos, durante quaisquer movimentos desempenhados pelo corpo, como andar ou correr, descarregam essas ações e a ação rítmica desses músculos desempenha o papel de bomba venosa para auxiliar o sangue a retornar ao coração. As posições de "stress" bio-energéticas agem inicialmente sobre esta camada, tonificando músculos flácidos, relaxando os tensos, e melhorando o fluxo circulatório através do corpo, em um processo chamado "grounding".

A TERCEIRA CAMADA GERMINATIVA é formada à partir da ECTODERMA. Ela constitui o tubo mais externo, isto é: a PELE e com ela os ÓRGÃOS SENSORIAIS, mais a totalidade do SISTEMA NERVOSO, centralizado no cérebro.
Ele governa o sistema perceptivo, o fluxo de informação que entra e sai do corpo. O trabalho terapêutico que encoraja a conscientização sensorial, contato de olhos, e as maneiras de encontramo-nos uns aos outros é chamado por Boadella de "facing". Segundo Keleman houve um salto qualitativo quando ficamos eretos e enfrentamos o mundo com nossa parte macia do corpo; ficamos mais sensíveis e discriminados. A posição face a face no ato de amor expressa esta oportunidade ampliada de maximização do contato.
Fonte: http://www.biossintese.psc.br/DiagnosticoPulsatil.htm



SAL BILIAR
ARROTO – eructação
COLITE

Todos temos um órgão-choque.

Se temos problemas de pele, vamos ter, provavelmente, problemas no sistema nervoso, também. Porque provém do mesmo tecido.


Pego uma célula do cordão umbilical e transformo em coração.
Já fazemos isso. Já foram feitos rins.


VOTOS DOS MINISTROS DO SUPREMO
Um deles causou até mal-estar no mundo científico, por saberem que ele está tão mal informado.
Muitos jovens têm imobilidade.



SECÇÃO DE MEDULA
Não adianta tentar emendar. Mas com as células-tronco é possível voltar a andar.
As células-tronco são mais potentes do que o cordão umbilical.


Dentro da história do Vaticano nunca houve um papa Pedro II.
Pedro só existiu um.
Nostradamus afirmou que quando Pedro voltasse ao trono a humanidade estará na grande transformação.
O ser humano só se transforma pelo sofrimento.
Na 2ª guerra mundial aconteceu um fato muito marcante. O padre Colpi se ofereceu para morrer no lugar do pai de uma família judia.
O mataram aos poucos. Arrancaram seus dentes, amputaram seus dedos. Essa família se converteu. Uma das crianças virou um cardeal.
Pensaram que esse cardeal seria Pedro, porque Pedro era judeu. Mas ele morreu há dois anos.
João Paulo II era chamado o peregrino. João XXIII era muito carismático. E fez coisas lógicas.
A missa ela falada em latim. As pessoas ouviam, sem entender. Ele decidiu que as missas fossem rezadas na língua de cada país. Isso na década de 60.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Métodos de execução:

Afogamento: o condenado é afogado (são imersas as vias respiratórias em líquido impedindo a respiração).
Apedrejamento: lançam-se pedras sobre o condenado, até sua morte.
Arrancamento: os quatro membros são arrancados do corpo.
Esquartejamento: os membros são decepados do corpo.
Cadeira eléctrica (ou eletrocussão): o condenado é imobilizado numa cadeira, sofrendo depois tensões eléctricas de 20.000 volts.
Câmara de Gás: o condenado é colocada numa câmara, no qual se liberta um gás asfixiante ou venenoso.
Decapitação: a cabeça é decepada do corpo (pelo machado ou guilhotina).
Degola: corta-se a garganta do condenado de orelha à orelha.
Esgorjamento: corta-se a traquéia do condenado.
Empalação: uma lança ou pau pontiagudo é forçada a penetrar pelo orifício anal do condenado, até à boca, peito ou costas.
Enforcamento: a vítima é pendurada por uma corda à volta do pescoço, cuja pressão provoca asfixia (na verdade ele morre porque o sangue é impedido de chegar ao cérebro).
Estrangulamento: o pescoço do condenado é comprimido mecanicamente com resultado igual ao do enforcamento.
Esganadura: o pescoço do condenado é comprimido com as mãos.
Enfossamento: o condenado é lançado para um buraco e tapado com terra.
Esfolamento: mata-se a vítima tirando-lhe a pele.
Esmagamento: o corpo é total ou parcialmente sujeito a uma forte pressão, quebrando os ossos e esmagando órgãos.
Flechas: arqueiros atingem o condenado com flechas.
Fogueira: o condenado é queimado vivo.
Fuzilamento: um pelotão dispara projéteis de arma de fogo contra o condenado.
Inanição: o condenado é deixado, de alguma forma, sem alimentos.
Injeção letal: administra-se no condenado uma mistura fatal de produtos químicos, por via intravenosa (geralmente potássio e tranquilizante).
Perfuração do ventre: consiste em furar o ventre.
Precipitação: o condenado é lançado de um monte ou torre.
Retalhamento: cortam-se partes do corpo do condenado, até o matar.
Roda: depois de atado a uma roda, o condenado é vítima de golpes.
Vergastação: o condenado é chicoteado até a morte.

BALÍSTICA: COMO FUNCIONA?

O formato é semelhante a um foguete.
Na base, temos o chamado ESTOJO.
Dentro do estojo, coloca-se uma mistura com diversos ingredientes, inclusive pólvora.
Na parte inferior do estojo, no centro do círculo, temos um ponto denominado ESPOLETA.
A caixa é fechada com uma peça de chumbo (pb) chamada PROJÉTIL.
No primeiro momento, a velocidade do projétil é zero.

Estojo

Espoleta
Projétil (teto removível)


O MECANISMO
Bato na espoleta. Vai queimar. Produz gases em todos os sentidos. Como o projétil está na parte mais fraca, é impulsionado para a frente.


CONJUNTO Ω
- partículas de pólvora
- fogo
- gás
Que também vão sair pela frente.


RANHURAS
A parte interna do cano da arma apresenta uma série de estrias. Quando o projétil faz o movimento de trás para a frente, gira ao redor do próprio eixo, em movimento circular, como se fosse uma furadeira.
O movimento circular faz com que o projétil entre com maior pressão no organismo.
No movimento, em contato com o cano da arma, o projétil acaba por apresentar ranhuras características.
Tomo a bala que saiu da vítima. Atiro com a arma suspeita.
Se as ranhuras coincidirem, a bala que atingiu a vítima saiu da arma examinada.


ORIFÍCIO DE ENTRADA + TRAJETO + ORIFÍCIO DE SAÍDA
Se o orifício for circular, o tiro foi dado a 90º.
Se o orifício formar uma elipse, o tiro foi dado em ângulo diferente.


QUAL A SENSAÇÃO DA PESSOA AO LEVAR UM TIRO?
É como uma queimadura de cigarro.
É uma sensação rápida.
A temperatura vai ao redor de 1.000 graus. Portanto, todo tiro é estéril.


DISTÂNCIA

O tiro pode ser :
- à distância;
- à queima roupa
- encostado


Examino o corpo da vítima e não encontro vestígio do CONJUNTO Ω. Encontro uma ORLA DE ESCORIAÇÃO.

ORLA DE ESCORIAÇÃO
Imaginemos o círculo (ou a elipse).
Só tenho os efeitos do projétil, não os da contusão.
Ao redor dele encontraremos (somente no orifício de entrada):
- orla de enxugo
- orla de contusão

ORLA DE ENXUGO
Se houver sujeira na bala, fica aí.

ORLA DE CONTUSÃO

Qual a distância? Depende da arma. Guardar um valor: qualquer coisa acima de 40 centímetros. Acima disso chamamos de tiro à distância.
Como cai na prova?
0,4m ou 400mm.


TIRO À QUEIMA-ROUPA
Encontro vestígios do CONJUNTO Ω, que é o resultado da explosão, além das ORLAS DE ESCORIAÇÃO.
Os efeitos do projétil são somados aos da explosão. Neste caso a arma está numa distância máxima de 40cm. do corpo da vítima. Na entrada do orifício causado pelo projétil serão observadas zonas causadas pela explosão.

Os efeitos da explosão, também chamados de zona são os seguintes :
1) Zona de tatuagem verdadeira
2) Zona de tatuagem falsa (esfumaçamento)
3) Zona de queimadura
4) Zona de depressão

Não são todos os tipos de zona encontradas. Poderá ocorrer apenas uma delas.


ZONA DE TATUAGEM VERDADEIRA
A tatuagem verdadeira é chamada assim porque não sai quando em contato com a água. É resultante dos corpúsculos de pólvora que não foram queimados e são jogados contra o corpo da vítima, formando pontos pretos.

ZONA DE TATUAGEM FALSA
Da mesma forma encontra-se fuligem : a tatuagem de pólvora que causa um esfumaçamento no local.

ZONA DE QUEIMADURA
Na explosão pode haver um lampejo de fogo que sai do cano e queima a pessoa = zona de queimadura.

ZONA DE DEPRESSÃO
A zona de depressão é mais difícil de ser encontrada. É decorrente de um jato de gás sob alta pressão, que causa depressão na pele.

O tiro à queima roupa é disparado a menos de 40 centímetros da vítima, mas não está o cano da arma encostado na pessoa. Nesse pequeno intervalo entre o cano e a pessoa, podem ser encontradas essas zonas.




TIRO ENCOSTADO
Nesta modalidade a extremidade do cano deve estar encostada na pessoa.
O orifício de entrada do projétil terá a incidência também dos gases da explosão. A parede do orifício não tem a mesma resistência da parede do cano da arma. Ocorrerá uma expansão violenta dos gases e as paredes do orifício ficarão dilaceradas a ponto de não se poder identificar nem orlas nem zonas. Esse efeito é chamado EFEITO MINA (blow up).
O efeito mina não possibilita identificar o que é orla e o que é zona.


Teste de parafina ou residuográfico
É teste ainda muito usado. Quando o indivíduo empunha a arma para atirar, parte da fuligem cai na mão da pessoa, ficando depositada. Pode-se fazer esse teste recolhendo os restos dessa fuligem e analisando-a no microscópio. Porém, se a pessoa lavar bem as mãos não restará nenhum vestígio. Os criminosos costumam urinar sobre a mão, retirando os vestígios de pólvora.



TIRO À DISTÂNCIA
Quando o tiro for disparado havendo uma distância de 40 centímetros ou mais entre a extremidade do cano e o corpo da pessoa a ser alvejada.
No tiro à distância somente o projétil atinge o corpo; não havendo vestígios do CONJUNTO Ω.
O efeito do projétil sobre o corpo será o seguinte :
Ao ser atingido pelo projétil (que vem girando em seu próprio eixo adquirindo cada vez mais velocidade), o corpo se flete, abrandando o impacto.
O projétil, ao perfurar o corpo, forma uma 1ª orla, chamada orla de contusão ou escoriação. A epiderme é arrancada. A derme fica com micro pontos hemorrágicos.
Uma segunda orla será formada : orla de enxugo. O projétil, ao girar em torno do próprio eixo limpa toda a sujeira do entorno do projétil, esterilizando-o.


O indivíduo é encontrado morto.
Apresenta ferimento de projétil de arma de fogo encostada na região frontal (ferimento fatal).
Apresenta também, no antebraço direito um ferimento causado por projétil, classificado como à distância (visualizadas apenas orlas). A pessoa que atirou contra esta vítima alega legítima defesa. Isso é possível? Não.

INSTRUMENTOS MISTOS

São associações dos instrumentos puros. São de 3 grupos :

1) Instrumentos pérfuro cortantes
2) Instrumentos corto contundentes
3) Instrumentos pérfuro contundentes

1) INSTRUMENTOS PÉRFURO CORTANTES
Tem como exemplo a peixeira. Uma parte do instrumento é cortante e a outra é perfurante. A lâmina que corta é chamada gume.
O mecanismo de ação desse instrumento é uma somatória : pressão-profundidade + pressão-deslizamento.

Pressão profundidade
+
Pressão deslizamento
=
Profundidade e deslizamento


2) INSTRUMENTOS CORTO CONTUNDENTES
São associação de instrumento cortante + instrumento contundente = machado, guilhotina.
Têm uma massa significativa e gume.
O mecanismo de ação = massa + pressão (ou vibração ou velocidade) + deslizamento.

Massa
+
Pressão
+
Deslizamento
=
Decapitação


3) INSTRUMENTOS PÉRFURO CONTUNDENTES
Perfurante + contundente = pressão + massa
Mecanismo de ação = pressão + profundidade + massa

Energia
+
Massa
+
Profundidade

Exemplo: empalamento (Drácula).

O FUSCA E A JAMANTA

QUANTIDADE DE MOVIMENTO = MASSA X VELOCIDADE
(lembrar os exemplos do papel e do tijolo e o da locomotiva)

Um caminhão de 10.000 kg, a 100km/h batendo em um fusca, de 1.000 km, também a 100km/h. Qual o estrago?

Neste caso, a vibração é a velocidade. A velocidade é a mesma.
O que está em jogo é a quantidade de movimento. A quantidade de movimento do fusca é dez vezes menor do que a da jamanta.
No ENCONTRO entre os dois, a ENERGIA DE EQUILIBRA, e ocorre a deformidade, por causa do fator de deformidade.


FATOR DE DEFORMAÇÃO:
Para cada um centímetro que deformar o caminhão, são dez centímetros que deforma o fusca.

ESPECTRO EQUIMÓTICO

espectro equimótico manifesta-se o tempo necessário para a reabsorção do sangue presente no tecido.
Até o 3º dia prevalece a cor VERMELHA.
Do 4º ao 7º dia, prevalece a cor AZUL.
Do 7º ao 12º dia, a cor VERDE.
A partir do 12º ao 22º dia, a cor AMARELA.

V – vermelho – até...

MECANISMO DE AÇÃO DO INSTRUMENTO CONTUNDENTE

1) A ENERGIA DE VIBRAÇÃO é que vai definir o dano causado pelo instrumento ao corpo. Se bater forte com o tijolo, com vibração intensa, vai estragar a mesa.
Logo, tendo 2 objetos, uma apostila e um tijolo, e vibrando com a mesma intensidade esses dois objetos, o tijolo fará mais estrago porque é mais pesado do que a apostila.

3) O segundo elemento que define o mecanismo de ação do objeto contundente é a MASSA.
Quantidade de movimento (física) = massa x velocidade.
Quando dois objetos colidem trocam energia um com o outro, o que resulta em um dano que pode ser maior para um do que para o outro, dependendo da massa. O coeficiente de unidade, aplicado a um dos lados que está envolvido na colisão, transformará o que é desigual em igual.

Uma locomotiva, mesmo que a 20 km. por hora acabará com um fusca que seja atravessado na linha.
Não confundir CORPO CONTUNDENTE (locomotiva) com INSTRUMENTO CONTUNDENTE (tijolo).

INSTRUMENTOS QUE CAUSAM LESÕES CORPORAIS: INSTRUMENTOS PUROS

TRAUMATOLOGIA



INSTRUMENTOS QUE CAUSAM LESÕES CORPORAIS

INSTRUMENTOS PUROS



Vamos dividir os objetos que causam o dano, segundo a SUPERFÍCIE DE ATAQUE.

Dessa forma, teremos:
- o NOME DO INSTRUMENTO,
- o NOME DA FERIDA e
- o MECANISMO DE AÇÃO.


Superfície – PONTO
Instrumento – perfurante (transfixante)
Ferida – punctória
Mecanismo – energia de vibração mais profundidade

Superfície – LINHA (gume)
Instrumento – cortante
Ferida – incisa (*)
Mecanismo – pressão mais deslizamento(**)
(*) esgorjamento, degola e decapitação
(**) O deslizamento potencializa a ferida

Superfície – PLANO
Instrumento – contundente
Ferida – contusa
Mecanismo – massa x energia de vibração



A decapitação pela espada era um privilégio dos cidadãos romanos.
A crucifixação era deixada para os cidadãos não romanos.




Superfície – PONTO
Instrumento – perfurante (transfixante)
Ferida – punctória
Mecanismo – energia de vibração mais profundidade
Instrumentos cuja superfície de ataque seja um ponto. Ex.: Agulha de injeção.
Os instrumentos desse grupo são chamados perfurantes. A lesão causada por ele é chamada ferida ou lesão functória. O instrumento perfurante tem um orifício de entrada. Se tiver um orifício de saída também, será chamado transfixante.


TRANSFIXANTE

X X
X X
X X
X X
O -------------------o
X X
X X
X X
X X

“---------------“ = ferimento
O = orifício de entrada
o = orifício de saída




ASPECTO – LINHA:


(s) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - (b)
X ......................... X
X ......................... X
X ................... ..... X
X ........................ X
X ........................ X
X .................. ..... X
X ..................... X
X .................. X
X .............. X
X .......... X
X ..... X
X ... X
X

(a) cauda de entrada
(b) cauda de saída

Leitura:
O efeito linha tem o mecanismo deslizante. É mais profundo na entrada e mais superficial na saída.
Fica um fio no corpo. Onde entrou a lâmina é mais profunda a ferida. Onde saiu é mais rasa.

É para deslizar que as lâminas de faca a forma curva, diminuindo na ponta (mecanismo de deslizamento)

Na superfície LINHA encontramos a morte por:
- esgorjamento
- degola
- decapitação

Corte costurado, visto de cima = uma linha


DEGOLA
Degola é lesão incisa profunda na porção POSTERIOR do pescoço.
A degola corresponde ao corte na região da GOLA da camisa, por isso o nome.
Degola: corta-se a garganta do condenado de orelha à orelha – GOLA.

DECAPITAÇÃO
É uma agressão incisa na região do pescoço, que SEPARA a cabeça do tronco.
Decapitação: a cabeça é decepada do corpo (pelo machado ou guilhotina) - SEPARADA
Decapitação é incisão completa, na região cervical (pescoço), separando a cabeça do corpo.

ESGORJAMENTO
Causa a morte. Esgorjamento: corta-se a traquéia do condenado.
O ferimento dá-se na parte ANTERIOR ou nas partes LATERAIS do pescoço.
O esgorjamento é qualquer outro corte, na parte ANTERIOR OU LATERAL do pescoço.






Cena de um crime :
Há um cadáver com ESGORJAMENTO. A VÍTIMA era DESTRA e tem na mão uma navalha. No exame de corpo de delito detecta-se que a CAUDA DE ENTRADA DA LESÃO ESTAVA À DIREITA. Trata-se de um homicídio ou suicídio?
Quando o indivíduo vai cometer suicídio, há certos movimentos de praxe. Se é destro, irá fazer sempre o movimento da esquerda para a direita. O contrário ocorrerá se for canhoto.
É provável, portanto, que trate-se de HOMICÍDIO, onde tentou-se dissimular colocando em sua mão a navalha.


Instrumento contundente tem uma superfície de ataque plana, ou definida pelo plano.
As lesões causadas por esse instrumento são chamadas lesões contusas ou lesões contundentes e estão agrupadas em :
- fraturas
- luxações
- hematomas
- equimoses
- escoriações
- lacerações

Anzol pode servir como instrumento perfuro-cortante. Se entrar no olho pode evoluir para uma uveíte pela alta contaminação do anzol.

Equimose = no tornozelo que fica roxo pela hemorragia causada.

Instrumento cortante = pressão + deslizamento. As partes podem ser juntadas, casando-se perfeitamente.

Laceração ocorre tanto em órgãos internos como nos externos (dedo preso na porta do carro).

Instrumento transfixante = prego que atravessou o dedo.

Fratura terço distal do úmero = além de quebrar o osso, luxou.
Anoxia = pode ocorrer o pinçamento da artéria que entra no lugar onde o osso luxou.
Fratura da tíbia + fíbula.

Luxação do joelho = osso sai do lugar e há rompimento do ligamento que não é acusado no RX


Superfície – PLANO
Instrumento – contundente
Ferida – contusa
Mecanismo – massa x energia de vibração

Suponhamos que caia do 10º andar uma folha de papel. Não acontece nada. Se cair um tijolo na cabeça de alguém?
A diferença está na massa e energia de vibração.
Caindo do 10º andar, a energia de vibração é igual, mas a massa é diferente.

FERIDA CONTUSA
- fratura
- luxação
- escoriação
- hematoma
- laceração
- equimose
Uma não exclui a outra.

EQUIMOSE
Quando tem um sangramento no tecido, difuso.
Exemplo: o olho roxo por causa do soco.

FRATURA
Solução de continuidade do osso. Trinquei o osso: é a mesma coisa.
Fratura aberta: alto risco de contaminação.
Também: quando tritura o osso.
Fratura = Pode ser completa, quando o osso se quebra no sentido horizontal.
Incompleta, quando apenas trinca (não existe esse termo em medicina). É uma quebra incompleta.
Fechada, quando não fica exposta = não há contato da fratura com o exterior.
Aberta (fratura exposta) = epícula óssea perfura a pele e sai para fora (epículos ósseos rompem a pele e têm contato com o exterior, tornando-se contaminada). A fratura estará infectada e há risco de osseomielite. Ao chegar ao hospital esse osso exposto deverá ser lavado com água e sabão, passado iodo + álcool antes de ir para cirurgia onde será quebrada a ponta do osso, tornando lisa a superfície onde quebrou. O osso é quebrado com sacabocato. Junta-se as partes e, se preciso, coloca-se pinos.

Fadiga de stress = as pessoas exageram acima de sua capacidade física e ocorre uma fratura do osso enfraquecido.

Fratura Cominutiva
A fratura é tão intensa que os ossos são reduzidos a pedaços pequenos.

LUXAÇÃO
Também conhecida popularmente como “saiu do lugar” , ou quando no dedo “o dedo ensacou”. Dois ossos que se articulam em função de contusão perdem esse contato, ficando desencontrados um do outro.
(Diferente de artrose quando há destruição do tecido que serve de proteção articular, passando os ossos a se atritar, causando dor).

EQUIMOSE
É uma hemorragia que ocorre no interior do tecido, sem a formação de bolsa ou coleção sangüínea. Caso ocorra a formação de bolsa ou coleção sangüínea teremos um HEMATOMA. Ex.: olho roxo do lutador de boxe ou o roxo na coxa quando batemos em alguma coisa, ou um beliscão. Em mulheres costuma ficar roxo com o simples fato de ficar nervosa.
HEMATOMA
A hemorragia fica dentro de uma bolsa, também conhecida como tumor de sangue. Uma criança que caia do berço pode Ter um hematoma na cabeça. Outro exemplo é a famosa martelada no dedo.
O hematoma sub ungueal é aquele formado embaixo da unha.

ESCORIAÇÃO
É aquela também conhecida como “ralada”, quando a derme fica à mostra.
A epiderme, quando atritada, apresenta um monte de pontinhos.

LACERAÇÃO
Quando rasga-se o órgão denso atingido por projétil ou trauma.


CORPO CONTUNDENTE
(não confundir com instrumento contundente)
Uma locomotiva, mesmo que a 20 km. por hora acabará com um fusca que seja atravessado na linha.
Não confundir CORPO CONTUNDENTE (locomotiva) com INSTRUMENTO CONTUNDENTE (tijolo).

A massa é tão grande que mesmo que a vibração seja pequena, faz um estrago muito grande.
Exemplo: uma locomotiva a 5km/h.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

POSIÇÃO GENÉTICA

2n = 46 cromossomos (DNA)
Temos 46 cromossomos.

Nós costumamos utilizar o cromossomo n. 6.

No X formado pelos cromossomos, destacamos um pedacinho, um ponto, a que chamamos SATÉLITE.

Estão presentes no DNA as informações do gen (ou gene).
Focamos uma determinada região.
Nem todos os gens estão ligados às características do ser humano.

Tomo o satélite e o multiplico => PCR é a multiplicação.

Tenho os dados da:
Mãe
Da criança
Do possível pai

Depois de multiplicar esse material genético, vou estudar a posição que ele ocupa.

Cor dos olhos azul é recessiva.
Na verdade, o recessivo é a somatória de três ou mais características genéticas.

Posição:
C1, C2, C3 = olho azul
C2, C1, C3 = olho azul

Estudo seis posições.

POSIÇÃO 1
Suposto pai – código barra
Criança – código barra
Mãe – nada

POSIÇÃO 2
Suposto pai –
Criança – nada
Mãe – nada
RISCO

POSIÇÃO 3
Suposto pai –
Criança – código barra
Mãe – código barra
RISCO

POSIÇÃO 4
Suposto pai – nada
Criança – nada
Mãe – código barra

POSIÇÃO 5
Suposto pai – código barra
Criança – código barra
Mãe – nada

POSIÇÃO 6
Suposto pai –
Criança – nada
Mãe – nada
RISCO

As posições que batem com as da mãe, são herança que veio da mãe – porque ela dá 50%. Daí, risco.
Os outros 50% terão que ter vindo do pai.

Ai – ii
= ii

O i é, na verdade, uma seqüência de 5 posições, por exemplo.
É uma seqüência de vários gens para uma única característica.
O que nos interessa saber é a posição genética.
A recombinação.

Como o material é muito pequeno, faço a multiplicação.

Como é feita a multiplicação?

“Para pesquisar o DNA é necessário MULTIPLICAR milhares de vezes o loco estudado, tornando possível a observação das informações. A PRINCIPAL TÉCNICA de multiplicação é a PCR (reação em cadeia da polimerase), usada no exame de vínculo genético de filiação.”
Fonte: genomic


“Etapas do trabalho no Laboratório de DNA
1. EXTRAÇÃO – na presença das amostras cadavéricas (1) recebidas, os peritos procedem à extração de moléculas de DNA do material.

2. QUANTIFICAÇÃO – em seguida, o material extraído é quantificado. Verifica-se se a quantidade extraída é suficiente para a continuação da análise, ou se é necessário que se proceda outra extração.

3. AMPLIFICAÇÃO – é a multiplicação da molécula de DNA por um fator de milhões de vezes, por meio de um termociclador, a fim de proporcionar material suficiente para a etapa seguinte.

4. DETECÇÃO – é a elaboração do perfil genético, realizado por um seqüenciador de DNA, que pode trabalhar por até setenta horas para analisar uma amostra.”

(1) O texto foi extraído da matéria relativa ao acidente em Congonhas (Acidente em Congonhas: DNA já ajudou a identificar 25 corpos).

fonte: justiça.sp.gov


Como o material é muito pequeno, faço a multiplicação. Depois eu uso a amplificação, por meio de um termociclador, porque não dá para ver a olho nu.
Em seguida, analiso, como em um código de barras.

Falamos de cinco, mas são várias posições.
Saio da genética e entro no campo da estatística.
E chego a 99,9% de chance. Fecha.
Nesse fechamento eu INCLUO o sujeito como sendo o pai.
Porque o que não veio da mãe, necessariamente veio do pai.
Estou fazendo o “PRINT FINGER”.

Este método tem falha?
Não.
O método, em si, é perfeito. Mas apresenta dois problemas:
1. quando pego uma célula não está escrito o nome do indivíduo. Posso chegar ao perfil genético do indivíduo do local do crime.
O segundo momento é encontrar o indivíduo e fazer a contraprova.
2. o fato de a polícia não ter feito o isolamento e não se ter chegado a elemento orgânico, é uma agravante contra o casal, no caso Isabela, porque a todo momento estamos perdendo material – cabelos, partículas, etc.

FILME:
Gattaca, sobre experiência genética.

2. Nos EUA, todos os laboratórios autorizados a fazer esse exame são filiados ao FBI.
No Brasil, no Imesc, não tem como falhar. Mas em outro laboratório, é preciso confiar, desconfiando.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Acidente em Congonhas: DNA já ajudou a identificar 25 corpos

Até o presente momento, 25 corpos de vítimas do acidente em Congonhas, no dia 17 de julho, foram identificados com ajuda do exame de DNA. O Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, e outros cinco laboratórios de institutos e universidades de outros estados começaram a colher sangue de parentes das vítimas do acidente com o Airbus da TAM no dia 21 de julho.

O Imesc recolheu amostras de sangue de 197 familiares, o que permitiu a elaboração do perfil genético de 124 vítimas do acidente. A diferença ocorre porque, em algumas famílias, duas ou mais pessoas participaram da coleta. Após processar todo o material biológico, os técnicos do Imesc encaminharam via digital todos os dados prontos dos familiares das vítimas para comparação com as amostras das vítimas ao Instituto de Criminalística (IC).

Na outra ponta, desde 23 de julho, o Instituto Médico Legal (IML) tem encaminhado ao Laboratório de DNA do Instituto de Criminalística amostras de material biológico (sangue e/ou ossos) recolhido dos corpos das vítimas do acidente. Um trabalho difícil e meticuloso, dado o grau de mutilação e carbonização.

Banco de dados
No Laboratório de DNA, foram elaborados os perfis genéticos das vítimas para posterior cruzamento, num banco de dados, com os perfis genéticos dos familiares processados pelo Imesc e pelos laboratórios dos estados.

A montagem de um banco de dados é desnecessária em atividades rotineiras do Laboratório de DNA, como investigações de paternidade. Mas tornou-se um imperativo, diante da grande quantidade de perfis genéticos de corpos de vítimas e de seus parentes.

A pesquisa no banco de dados é feita em computadores. Quando surge indicação de possível identificação de um corpo, a informação é transmitida ao Núcleo de Antropologia Forense do IML, depois das devidas checagens, através de um relatório preliminar.

Outros métodos de identificação
No IML, a indicação do Laboratório de DNA é confrontada com outras observações já registradas sobre o corpo da vítima em questão, até que haja confirmação. Além do DNA, são utilizados estudos das impressões digitais, quando possível, e antropológicos, como arcada dentária, medição de ossos, idade provável, estatura, sexo, cor da pele e sinais característicos – tais como tatuagens, cicatrizes, piercings, brincos, etc.

Etapas do trabalho no Laboratório de DNA
1. Extração – na presença das amostras cadavéricas recebidas, os peritos procedem à extração de moléculas de DNA do material.

2. Quantificação – em seguida, o material extraído é quantificado. Verifica-se se a quantidade extraída é suficiente para a continuação da análise, ou se é necessário que se proceda outra extração.

3. Amplificação – é a multiplicação da molécula de DNA por um fator de milhões de vezes, por meio de um termociclador, a fim de proporcionar material suficiente para a etapa seguinte.

4. Detecção – é a elaboração do perfil genético, realizado por um seqüenciador de DNA, que pode trabalhar por até setenta horas para analisar uma amostra.




fonte: justiça.sp.gov

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
A vida existe para ser vivida, não adiada.

Quem sou eu

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

COMO NASCEU ESTE BLOG?

Cursei, de 2004 a 2008, a graduação em Direito na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC).

Registrava tudo o que os professores diziam – absolutamente tudo, incluindo piadas, indicações de livros e comentários (bons ou maus). Por essa razão, eram as anotações bastante procuradas.

Entretanto (e sempre existe um entretanto), escrevia no verso de folhas de rascunho, soltas e numeradas no canto superior direito, sem pautas, com abreviações terríveis e garranchos horrorosos que não consigo entender até hoje como pudessem ser decifradas senão por mim.

Para me organizar, digitava os apontamentos no dia seguinte, em um português sofrível –deveria inscrever sic, sic, sic, a cada meia página, porque os erros falados eram reproduzidos, quando não observados na oportunidade em que passava a limpo as matérias -, em virtude da falta de tempo, dado que cumulei o curso com o trabalho e, nos últimos anos, também estagiei.

Em julho de 2007 iniciei minhas postagens, a princípio no blog tudodireito. A transcrição de todas as matérias, postadas em um mesmo espaço, dificultava, sobremaneira, o acompanhamento das aulas.

Assim, criei, ao sabor do vento, mais e mais blogs: Anotações – Direito Administrativo, Pesquisas – Direito Administrativo; Anotações – Direito Constitucional I e II, Pesquisas – Direito Constitucional, Gramática e Questões Vernáculas e por aí vai, segundo as matérias da grade curricular (podem ser acompanhados no meu perfil completo).

Em novembro de 2007 iniciei a postagem de poemas, crônicas e artigos jurídicos noRecanto das Letras. Seguiram-se artigos jurídicos publicados noJurisway, no Jus Navigandi e mais poesias, na Sociedade dos Poetas Advogados.

Tomei gosto pela coisa e publiquei cursos e palestras a que assistia. Todos estão publicados, também, neste espaço.

Chegaram cartas (pelo correio) e postagens, em avalanche, com perguntas e agradecimentos. Meu mundo crescia, na medida em que passava a travar amizade com alunos de outras faculdades, advogados e escritores, do Brasil, da América e de além-mar.

Graças aos apontamentos, conseguia ultrapassar com facilidade, todos os anos, as médias exigidas para não me submeter aos exames finais. Não é coisa fácil, vez que a exigência para a aprovação antecipada é a média sete.

Bem, muitos daqueles que acompanharam os blogs também se salvaram dos exames e, assim como eu, passaram de primeira no temível exame da OAB, o primeiro de 2009 (mais espinhoso do que o exame atual). Tão mal-afamada prova revelou-se fácil, pois passei – assim como muitos colegas e amigos – com nota acima da necessária (além de sete, a mesma exigida pela faculdade para que nos eximíssemos dos exames finais) tanto na primeira fase como na segunda fases.

O mérito por cada vitória, por evidente, não é meu ou dos blogs: cada um é responsável por suas conquistas e a faculdade é de primeira linha, excelente. Todavia, fico feliz por ajudar e a felicidade é maior quando percebo que amigos tão caros estão presentes, são agradecidos (Lucia Helena Aparecida Rissi (minha sempre e querida amiga, a primeira da fila), João Mariano do Prado Filho e Silas Mariano dos Santos (adoráveis amigos guardados no coração), Renata Langone Marques (companheira, parceira de crônicas), Vinicius D´Agostini Y Pablos (rapaz de ouro, educado, gentil, amigo, inteligente, generoso: um cavalheiro), Sergio Tellini (presente, hábil, prático, inteligente), José Aparecido de Almeida (prezado por toda a turma, uma figura), entre tantos amigos inesquecíveis. Muitos deles contribuíram para as postagens, inclusive com narrativas para novas crônicas, publicadas no Recanto das Letras ou aqui, em“Causos”: colegas, amigos, professores, estagiando no Poupatempo, servindo no Judiciário.

Também me impulsionaram os professores, seja quando se descobriam em alguma postagem, com comentários abonadores, seja pela curiosidade de saber como suas aulas seriam traduzidas (naturalmente os comentários jocosos não estão incluídos nas anotações de sala de aula, pois foram ou descartados ou apartados para a publicação em crônicas).

O bonde anda: esta é muito velha. A fila anda cai melhor. Estudos e cursos vão passando. Ficaram lá atrás as aulas de Contabilidade, Economia e Arquitetura. Vieram, desta feita, os cursos de pós do professor Damásio e da Gama Filho, ainda mais palestras e cursos de curta duração, que ao todo somam algumas centenas, sempre atualizados, além da participação no Fórum, do Jus Navigandi.

O material é tanto e o tempo, tão pouco. Multiplico o tempo disponível para tornar possível o que seria quase impossível. Por gosto, para ajudar novos colegas, sejam estudantes de Direito, sejam advogados ou a quem mais servir.

Esteja servido, pois: comente, critique, pergunte. Será sempre bem-vindo.

Maria da Glória Perez Delgado Sanches